Sem taxa inicial, semi jóia pode ser saída para complementar renda

IMG_8236
Foto: Paulo Paniago/QUANTAPRESS

Em Campo Grande, marca realiza venda consignada sem cobrança inicial para agregar mais vendedoras

A busca por uma ocupação simples que pudesse complementar sua renda fez com que a manicure Alessandra Silva Oliveira, 29, procurasse as semi jóias como opção. “Vi algumas amigas vendendo no meu bairro e fui atrás, de forma que pudesse ganhar mais dinheiro e continuar minha atividade de manicure”, relata. Ela investiu, no segundo semestre desse ano, cerca de R$ 800 nos produtos. “Fiz com uma marca que tinha o procedimento de você comprar as jóias e revender. Meu objetivo era ter pelo menos R$ 1,2 mil em lucro, porém não consegui”, lamenta. Cerca de metade das semi jóias encalharam e ela perdeu parte de seu investimento.

Pensando em perfis como o de Alessandra, os empresários Patrik Rodrigues da Silva e Diego de Moura Maluf, da marca Divina Semi Jóias, decidiram abolir a questão da venda consignada, ou seja, onde a pessoa compra a mercadoria e revende. Eles começaram a colocar em prática a ideia de não cobrar essa primeira etapa, conforme Patrik conta. “Eu fazia esse tipo de venda, mas dava muito problema, as pessoas compravam aquela mercadoria e não podia trocar, vendia apenas um tanto e muita coisa ficava encalhada. No segundo mês aquele vendedor já desistia”, explica. Dessa forma, a Divina Semi Jóias adotou outro sistema: o vendedor retira um mostruário e o que não for vendido, pode ser devolvido, renovando a mercadoria.

IMG_8256
Crédito: Paulo Paniago/QUANTAPRESS

Dessa forma, a marca criou um sistema autossustentável. “A pessoa tem certeza que aquilo que ela não vendeu, pode devolver e pegar uma mercadoria renovada, e essas peças que esse vendedor não conseguiu comercializar, eu posso passar para outra vendedora”, esclarece. “Consigo manter todas elas atualizadas e sempre com novidades”, acredita Patrik.

A Divina está há dois anos no mercado, e segundo o empresário, visam o crescimento de 14% até o fim do ano. “Crescemos cinco vezes o tamanho da empresa, e hoje trabalhamos com 300 vendedoras”, acrescenta. Mais do que vender pulseiras, brincos, gargantilhas e anéis, a empresa deseja captar vendedores e vendedoras fixas. “A venda de semi joia é uma complementação da renda, nessa época de crise muitos professores, enfermeiros, trabalhadores em Ceinfs, procuram a semijóias para ter a segunda renda deles. Ás vezes é para suprir aquele aumento da energia, ou aquele consumo a mais. Tem vendedores que observaram que seus gastos aumentaram muito, e o salário delas não estava dando para despesas fixas. Por isso a semi joia vem para agregar o orçamento”, exemplifica Patrik.

O economista Gustavo Dias Hoffman acredita que o modelo praticado pela marca pode ajudar pessoas como Alessandra, que buscam uma oportunidade de venda e veem em seu próprio segmento um nicho de mercado para atender. “O investimento inicial para uma pessoa que já está numa situação de déficit em relação ao seu orçamento doméstico pode ser pesado. Por isso, uma marca que viabiliza um outro formato – a não-cobrança de um aporte inicial para a abertura de um micro-negócio – pode ser um grande facilitador”, analisa.

Para ele, o que não pode ocorrer em termos financeiros é o vendedor “desanimar” e perder sua clientela. “Se ele fideliza uma clientela, como no caso da manicure que pode vender seu produto no salão em que trabalha, por exemplo, ele pode objetivar crescimentos e melhorar ainda mais sua renda”, indica. Hoje, uma das buscas da Divina Semi Jóias é por vendedores e vendedoras que se fidelizem. “Queremos vendedores engajados que possam continuar vendendo por muito tempo e sempre pegando um mostruário melhor para ganhar mais, e que continue trabalhando conosco”, finaliza Patrik.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *