Salvem o Sebo! Espaço Subcultura promove liquidação e pode fechar

 

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A loja de usados, artigos culturais e antiguidades Subcultura Records, localizada na Rua Dom Aquino, 681, pode fechar. Quem conta essa história é o proprietário Pietro Luigi. Apaixonado pela cultura dos sebos, ele persiste com um dos únicos pontos culturais genuínos e independentes da Capital, mas as dificuldades só cresceram, principalmente depois que o espaço foi movido da Antiga Rodoviária.

“Na rodoviária o movimento estava um pouco melhor. Mudei para cá, para a frente (do terminal). Só que como a mudança aconteceu justo em dois meses críticos comercialmente, janeiro e fevereiro, aconteceu de eu não conseguir reformar várias coisas, principalmente a frente da loja, por exemplo”, explica Pietro.

Ontem (10), ele postou nas redes sociais que iria liquidar tudo, deixando a loja aberta até as 20h, a liquidação só não abarcaria os DVSs e blu-rays adquiridos do acervo da loja 100% Vídeo, fechada no ano passado, já que eles já custam respectivamente R$ 8 e R$ 12. Porém, até o começo da noite, nada havia sido vendido.

O objetivo da “liquidação relâmpago” era, ao menos, recuperar uma parte do investimento nos produtos e poder continuar vendendo e com a loja aberta. “Por não ter conseguido levantar dinheiro (para a reforma da loja), estamos sem placa na frente e com várias goteiras no corredor da entrada. Faço várias promoções e eventos, mas não temos movimentado muito”, declara. Na rodoviária desativada, os eventos culturais que atraiam público também parecem ter se encerrado. De 200 lojas, apenas 30 estão em funcionamento. Os corredores permanecem vazios.

Artigos culturais

Pietro diz que não tem como objetivo “reclamar”, mas que acredita que a loja pode acabar fechando caso o baixo movimento não seja revertido. Ali no espaço existem centenas de discos de vinis, DVDs, livros, filmes e outros artigos culturais.

Sempre em busca de promover eventos com bandas independentes, artistas plásticos, cartunistas e amigos, Pietro Luigi tem em mãos um dos poucos locais da cidade onde a cultura é muito livre. “Eu abri a Subcultura com esse objetivo, de trazer as pessoas aqui para dentro, trazer pessoas para frequentarem. Mas eu dependo da Sub. Agora, se tiver que fechar também eu fecho e recomeço de outra forma. Infelizmente”, acrescenta. Infelizmente para a cultura independente da Capital, também.

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