Ciência explica conexão entre homens e animais

Nos dias de hoje, dizer a um tutor que seu animal de estimação se parece com ele é um grande elogio. A força do amor, da afetividade e do companheirismo dos bichos, especial­mente os de estimação, é extremamente benéfica para as pessoas. Há inúmeros trabalhos científicos que ilustram o quanto eles fazem bem para a saúde, diminuindo riscos de infarto e hipertensão, bem como auxiliando os pacientes autistas.

Acostumado a ouvir em consultório relatos emocionados de casos de cura de depressão, síndrome do pânico, ansiedade e falta de motivação em que a presença do bichinho fez toda a diferença para sua recuperação, o psicanalista e veterinário homeopata Marcos Fernandes revela na obra Cara de um focinho do outro, publicado pela Butterfly Editora, que os animais interagem com seus tutores mais do que eles possam imaginar.

Para esclarecer essa relação afetiva, o autor lançou mão da psicanálise. Ao longo dos capítulos, ele expõe várias modalidades de amor projetadas pelos tutores em seus companheiros animais e aborda semelhanças emocionais e físicas entre eles. Dessa relação, é comum animais acabarem apresentando doenças ou comportamentos semelhantes aos de seus tutores – fenômeno explicado por Marcos Fernandes por meio do que ele chama de campos morfológicos.

Ao responder a questões como “É possível saber quem é você analisando as características do seu animal?”; “Porque eles se parecem tanto conosco?”; “Em todas as relações existe essa semelhança?”; “Por que estimamos tanto um ‘serzinho’ que não fala, que não nos repreende e dificilmente reclama?”, o autor quer estimular o debate sobre essa conexão multiespécie.

“Entendo que a compreensão da relação entre homem e animal é essencial para que possamos entender como as pessoas influenciam nas doenças dos animais, minimizando-as ou potencializando-as. Sem essa compreensão, os animais doentes acabam peregrinando de veterinário em veterinário sem ter seu sofrimento minimizado. Muitas vezes, por causa da falta de entendimento de que a questão não está exclusivamente no animal”.

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